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A presidente Dilma Rousseff foi ao Senado Federal, alta câmara do Congresso Nacional do Brasil, para enfrentar a casa e atacar as instituições brasileiras. Em nenhum momento tentou se defender, apenas repetir a nova frase da velha cartilha da esquerda: impeachment sem crime é golpe.

A Constituição de 1988 prevê que todos os membros do Poder Executivo podem sofrer impedimento em caso de crime de responsabilidade. A denúncia de impeachment é validada pela edição de decretos de créditos suplementares sem autorização do Legislativo.

Além disso, a presidente também é acusada de atrasos deliberados de recursos para bancos federais e FGTS para executar despesas do governo, as chamadas pedaladas fiscais.

A “pedalada fiscal” foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos públicos, privados e autarquias, como o INSS. O objetivo do governo era melhorar artificialmente as contas federais, enganar todo povo brasileiro. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas.

É importante lembrar que as contas presidenciais de 2014 foram rejeitadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União. Processo protocolado na Câmara afirma que os crimes se estenderam a 2015 e invadiram o segundo mandato da presidente.

A presença da presidente afastada no Senado Federal, presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, derruba, mais uma vez, o discurso de que o processo é golpe. Golpe é crime sem impeachment.

O impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, sendo confirmado, é uma expressão da nossa jovem democracia. Infelizmente, em nosso país o impeachment não é algo novo. O então presidente Fernando Collor de Melo foi afastado, em condições infinitamente inferiores aos crimes cometidos pela presidente afastada. O PT apoiou e não foi golpe.

Bruno Alves é Secretário Nacional da Juventude Democratas, administrador de empresas e especialista em teoria política e gestão pública