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Hoje, dia 1º de Maio, é o dia do trabalho. Assim como no Brasil, outros lugares do mundo concebem esta data como um feriado nacional. O contexto histórico deste dia é contado a partir do século XIX, com o surgimento de uma grande movimentação de trabalhadores na importante cidade americana de Chicago. No ano de 1886, milhares de proletários foram às ruas reivindicar por melhorias nas condições de trabalho, de salários e pela redução na jornada diária de trabalho. Diante desse acontecimento, foi desencadeada uma paralisação geral das atividades laborais em todo o território dos Estados Unidos, gerando inúmeros litígios de caráter reivindicatório. Em homenagem aos que lutaram nos conflitos, a partir de 1889 esta data ganhou a dimensão de feriado. Já no Brasil, desde o ano de 1925, o 1º de Maio é tido como um sueto nacional.  

Após esta análise inolvidável, convém analisarmos o atual momento em que vivemos no Brasil. Não é segredo para ninguém que nós estamos passando pela mais grave crise econômica desde os idos de Cabral. Inflação em total descontrole, contas públicas em déficit recorde, economia em recessão, carência de postos e vagas de trabalho, qualidade de vida decaindo, enfim, são pavorosos os efeitos que o povo brasileiro vem sentindo na pele com esta situação sem precedentes. Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o desemprego bateu recorde no país, chegando a 11,1 milhões de pessoas sem ofício. Os que continuam em exercício laboral veem os seus rendimentos corroídos pela moeda desvalorizada, ao ponto da dona de casa não poder completar a sua feira do mês, diante do esvair de seus rendimentos. A partir desses dados explicitados, podemos afirmar que o trabalhador brasileiro tem o que comemorar neste dia? Dizemos que, infelizmente, não, não há motivos para felicitações. E vamos continuar explicando as razões para tal.

O atual governo brasileiro é marcado pela ineficiência administrativa, pelo descompromisso com as pessoas e pela corrupção desenfreada no âmbito dos órgãos governamentais. Responsável direto pelo caos que toma conta do Oiapoque ao Chuí, a gestão petista consagra-se como aniquiladora das esperanças dos louváveis labutadores. Após todo o estelionato eleitoral, a presidente Dilma Rousseff deferiu medidas que atingiram toda a classe laboral ao elevar a taxa básica de juros, ao aumentar taxas, impostos e demais onerações ao simples contribuinte. Hoje o país possui cerca de 60 milhões de inadimplentes, tendo as pessoas uma grande dificuldade de sanarem as suas dívidas e débitos. O setor produtivo, em meio à carência de incentivos e políticas públicas, teve o seu crescimento minado pelo lulo-petismo e, consequentemente, deixou de gerar emprego e renda para o povo mais carente.

Com o turbilhão de acontecimentos dos últimos meses, é possível perceber que todo aquele discurso rebuscado oriundo do Partido dos Trabalhadores (pasmemos) caiu por terra. A retórica petista zombou da inteligência do povo brasileiro, lesou as contas públicas e dilapidou o erário do nosso Brasil. Em meio ao julgamento do processo de impeachment da atual chefe do Palácio do Planalto, o país aguarda, ansiosamente, por mudanças na área econômica e política, com vistas a reconstruir uma nação hoje estraçalhada. A classe trabalhadora clama por novas perspectivas para o futuro de seus familiares, estas que não são capazes de serem propostas pela corrente regência governamental. Essa equipe que ainda gere o território brasileiro maculou os sonhos da nossa gente, esta que pede a saída destes destroçadores.

A nossa volição é que, em breve, possamos voltar a felicitar o dia do trabalhador, com a crença de que superaremos todo este período de dificuldade. O clamor que vem das ruas é de esperança fundada numa nova era de progresso, desenvolvimento e justiça social, esta que exigirá a participação de todos que detém compromisso com o próprio futuro e com os horizontes de uma grande nação.

Luiz Eduardo Romano é Graduando em Direito pela Universidade Federal da Bahia e Vice-Presidente da Juventude Democratas da Bahia