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‎Dia 27 de janeiro de 2015, data que completa 70 anos da libertação dos prisioneiros que estavam no campo de concentração Auschwitz. Essa data serve para lembrarmos sempre do que o ser humano é capaz de fazer com outros semelhantes a ele. Data que serve para lembrar como atrocidades como esta do campo de concentração podem ser feitas com apoio popular. Devemos sempre lembrar dessa data para que acontecimentos como este não voltem a se repetir.

Porém, com muita tristeza, está voltando a acontecer. Hoje, logo após ler sobre comemoração dos sobreviventes de Auschwitz, vejo uma noticia sobre o Estado Islâmico. O líder do grupo EI, Abu Bakr Al Baghdadi, ordenou a mutilação genital de todas as mulheres das famílias da cidade iraquiana de Mosul. Infelizmente ainda vamos escutar muitas notícias sobre o grupo EI, esse sim muito mais que reacionário, que vai na contramão da história. É lamentável dizer, mas a única forma de acabar com isso é através da luta contra esse grupo tirano que reprime a liberdade de vários muçulmanos.

Como diria Karl Popper no paradoxo da tolerância: Devemos ser sempre tolerantes com todos, menos com os intolerantes.

Termino o texto com a palavra que uma vez escutei de um sobrevivente de Auschwitz, Aleksander Laks, que tive o prazer de conhecer. Ele disse que nunca podemos esquecer sobre o que pensamentos preconceituosos geraram para a humanidade e que sempre devemos ser tolerantes e respeitar as diferenças.

Iago Maia é bacharelando em Economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e membro da Juventude Democratas do Estado do Rio de Janeiro