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Chegou a hora do Democratas, por Bruno Alves

Na última terça-feira o governador da Bahia, Rui Costa (PT), exonerou dois secretários estaduais para ajudar a barrar denúncia contra o presidente Michel Temer. Mas você pode se perguntar: não são o PT e demais partidos de esquerda que compõem a turma do delírio coletivo e cultivam o Fora Temer?

Essa turma tem aversão à democracia e consequentemente à alternância de poder. Não é por acaso que a presidente da sigla, senadora Gleisi Hoffmann, manifestou apoio incondicional à Constituinte e as decisões do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Vale ressaltar que esse apoio contabiliza as centenas de venezuelanos mortos em sua odisseia pela liberdade.

A movimentação do governador da Bahia é mais que uma articulação local, é uma reação contra o inimigo maior, aquele que se manteve firme na oposição durante os treze anos de governo PT (Lula /Dilma), não se deixou cooptar e defendeu firmemente as ações de cunho liberal desenvolvidas no governo Itamar Franco e FHC.

Não foi por acaso que o ex-presidente Lula, em mais um momento de desequilíbrio público, afirmou que era preciso extirpar o Democratas da política brasileira. A grande oposição ao projeto de poder do PT não é o PSDB. Esse é o outro lado da tesoura, um mal menor. O Democratas rompe a estratégia da tesoura e quebra o domínio do cenário político exercido por petistas e tucanos.

A ascensão do Democratas assusta e cria um verdadeiro sentimento de pânico entre o PT e a turma do delírio coletivo. Eles defendem a manutenção das desigualdades. Nós defendemos a liberdade do indivíduo, a igualdade de oportunidades e um estado que privilegie a saúde, a educação e a segurança pública.

O cenário político brasileiro é incerto, seja pela indefinição da reforma política ou pelo descredito que atingiu a classe e nos expõe um cenário de candidaturas aventureiras e populistas.

Seria uma conquista para o país se na próxima eleição presidencial o Democratas estivesse na disputa, apresentasse sua agenda, marcasse posição e fosse protagonista na construção de um novo Brasil.

O ex-presidente Lula antes de ser eleito em 2002 e reeleito em 2006 e garantir a sucessão do seu partido perdeu três eleições: 1989, 1994 e 1998. Quem não é visto, não é lembrado. Quem não entra em campo, não faz torcida. Quem não se candidata à presidência da república, não governa um país.

Nós, Democratas, temos condições de implementar uma agenda de avanços estruturais. Uma agenda que coloque o país em outro patamar e ofereça aos brasileiros e brasileiras avanços sociais e econômicos sustentáveis e não pontuais.

Nós somos o partido de Mendonça Filho, Ministro da Educação, responsável pela reforma do ensino médio, novo FIES, política de indução de escola em tempo integral, mudanças no ENEM, por colocar a educação em posição de destaque no governo.

De ACM Neto, o prefeito melhor avaliado entre as capitais brasileiras, aquele que vem devolvendo o orgulho de ser soteropolitano. O prefeito do Morar Melhor, programa voltado à promoção de melhores condições de habitação e infraestrutura urbana, do Domingo é Meia, que garante meia passagem de ônibus aos domingos, do Primeiro Passo, um auxílio mensal para subsidiar pagamento de creche até a criança ser matriculada nas unidades da rede municipal.

De Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que vem surpreendendo quem não o conhecia e respondendo de forma positiva os mais próximos. Maia não se deixou levar pelo canto da sereia e comprovou, mais uma vez, ter compromisso com o Brasil e caráter coma sua história.

Por fim, mas não menos importante, eles afirmaram que iriam nos extirpar, mas, não conseguiram. O povo brasileiro tem uma vocação para democracia e as liberdades individuais. Acreditam nas nossas bandeiras e defendem o que nós defendemos.

Bruno Alves é Secretário Geral da Juventude Democratas Brasil