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Hoje, 1º de Maio, comemora-se o Dia do Trabalho. Instituído no ano de 1889 em muitos países, com a finalidade de relembrar os períodos em que operários foram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, lutar por melhores condições em suas atividades profissionais. No Brasil esta data é bem associada aos governos de Getúlio Vargas, gaúcho que governou o Estado Federal Brasileiro por dezenove anos (sendo quinze consecutivos). Os governos varguistas foram responsáveis por inegáveis conquistas dos proletários brasileiros, a exemplo da edição das leis trabalhistas e da criação de uma justiça exclusiva para tratar de tais matérias. Mas será que, atualmente, os trabalhadores do país tem o que comemorar?

Em tempos recentes, lamentavelmente, o batedor de cartão não tem o que glorificar. Diante de uma infinidade de erros, a maioria deles atingindo aqueles que exercem o seu ofício dignamente para obter o sustento familiar, o atual governo petista avergonha os labutadores brasileiros e a sociedade por inteiro. O descaso é tamanho que a própria presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (será?), acovardou-se e não irá se pronunciar, nem mesmo pelos meios de comunicação, no dia de comemoração da classe laboriosa. Com apenas cinco meses do segundo mandato, a chefe do planalto sofre uma insatisfação generalizada. Diante de tanta incompetência político-administrativa e da falta de planejamento estratégico, os maiores prejudicados são os trabalhadores desta nação. 

Contrariando todo o discurso expresso na última campanha eleitoral, este marcado pela infâmia e pelo proselitismo político, a cadeia produtiva foi essencialmente penalizada com as medidas tomadas pela administração vigente. Vivemos uma era de recordes desfavoráveis: temos a maior recessão salarial da história moderna do país, a maior inflação desde o Plano Real, esta que reduz o poder de compra das pessoas, os mais deploráveis resultados fiscais em dezessete anos, juros a níveis estratosféricos (Taxa fixou-se em 13,25%, esta aumentada na última terça-feira pelo Comitê de Política Monetária – o COPOM), o maior percentual já visto no Produto Interno Bruto em imposto (por volta de 37%), o mais ínfimo crescimento econômico desde a redemocratização e a menor geração de empregos em 15 anos.

As atrocidades praticadas pelo PT visam minar os direitos trabalhistas e as conquistas sociais adquiridas com tanto sacrifício ao longo da história da vida nacional. Vale-se ressaltar que o padecimento não foi maior graças ao Poder Legislativo, este que não se submeteu às chantagens do executivo e de sua equipe econômica evitando maiores onerações ao contribuinte brasileiro. Com a popularidade em queda e a carência de boas perspectivas, associadas à corrupção que aterroriza as empresas, poderes e repartições públicas, o Brasil caminha por uma estrada sem rumo.

A partir dos fatos sintetizados, conclui-se que hoje não é um dia de expressar felicitações. Os trabalhadores ecoam por melhorias imediatas na pátria brasileira, tanto na economia quanto na política. A equipe que gere o país soterrou o brilho do nosso povo, enlameou a nossa bandeira e concede um desenfreado desgosto aos cidadãos. A Dilma loquaz e realizadora ficou no período eleitoral, como uma mera figura de um marketing capcioso. Parafraseando o nosso Hino Nacional, “verás que um filho teu não foge à luta”. Se for preciso vamos às ruas, assim como foram por nós no século retrasado. Não vamos nos dispersar, muito menos desistir do Brasil! 

VIVA AO TRABALHADOR!

Luíz Eduardo Romano é membro da Juventude Democratas da Bahia