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É Preciso Ter Coragem, por Bruno Alves

A reforma da Previdência é uma necessidade para o Brasil. Ser contra a reforma é ser favorável à manutenção de privilégios. Só em 2017 a previsão é que o déficit da Previdência Social chegue a R$ 180 bilhões; para 2019, a rombo chega a R$ 205 bilhões. Se esse sangramento não for contido os investimentos para educação, saúde e segurança pública, por exemplo, tendem a diminuir.

O PT e demais partidos de esquerda, a famosa frente dos delírios, aprovaram a reforma da Previdência em 2003, tida como a primeira vitória do governo Lula. Ao contrário da atual oposição, que faz a política do quanto pior melhor, a oposição da época, boa parte do PSDB e PFL, apoiou a reforma e foi fundamental para sua aprovação.

A reforma de 2003 buscou diminuir distorções do setor público: fixou idade mínima para a aposentadoria, taxou servidores inativos e estabeleceu teto para o benefício. Na época o presidente Lula sofreu ataques dentro do próprio partido, da esquerda e dos sindicatos. Como uma figura que preza pela democracia expulsou do PT todos os parlamentares que não acompanharam o governo.

Reforma da Previdência é sempre um remédio amargo, principalmente para os privilegiados e quem está na porta da aposentadoria e se envolve em um círculo de incerteza. Porém a não reforma além de gerar incertezas no mercado e na sociedade, garante a estagnação do Estado na sua capacidade de investir em segmentos importantes para o brasileiro e brasileira que mais precisam.

A esquerda e seus idiotas uteis, aqueles com informações parciais, mas, que acreditam deter uma verdade absoluta e imutável, estão apostando no caos, ou pior, apostando que o estado seja capaz de resolver suas próprias inabilidades. Para os adoradores da velha cartilha, o dinheiro não emana do contribuinte e sim do Estado.

A verdade incontestável é que a reforma tira privilégios, deve tirar e garante investimentos importantíssimos para a população brasileira. Infelizmente os privilegiados são justamente os que detém capacidade de mobilização, de inflamar a sociedade, de assegurar espaço na mídia e na grande impressa.

É preciso ter responsabilidade para ser governo, e ter essa responsabilidade é ter a consciência que nem todas as medidas serão populares, mas sim, necessárias.

Bruno Alves é Secretário Geral da Juventude Democratas Brasil