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Após a terceira onda de protestos deste ano, ficaram mais que cristalizados dois grandes isolamentos.

O primeiro isolamento é o daqueles que repudiam a democracia e buscam a intervenção militar. Isolados e em minoria, eles foram repudiados pela população que foi às ruas, porém, faz-se necessário ressaltar que estes não foram proibidos de manifestar-se, mas foram nitidamente isolados e não tiveram voz, muito menos conseguiram coordenar as manifestações.

O segundo isolamento, este já político, foi o da Presidente da República. Escondeu-se no Palácio do Planalto com seu desarmonizado núcleo político e assistiu a tudo de camarote como em um ritual de abraço dos afogados.

Dilma não governa mais, mesmo tendo sido eleita democraticamente pelo povo e finge não perceber ou desconhece que a dimensão de uma eleição é menor do que a do povo nas ruas. Dilma foi repudiada pelo povo em praça pública, onde, diga-se de passagem, estavam crianças e jovens que ainda não puderam votar e também idosos, que hoje estão perdendo, por conta dos equívocos do governo, o pouco que lhes é assegurado através de seu beneficio previdenciário.

Hoje Dilma não é mais Presidente da República. É a Dilma, uma senhora de terceira idade com seus vícios e sua ideologia retrógrada e tacanha. Sabido é que Dilma não aceita que seu estelionato eleitoral lhe custou mais do que sua reputação, mas sim seu mandato. Hoje ela vaga como um fantasma, porém, não um fantasma inofensivo, mas sim um fantasma que aumenta a inflação, os juros, o desemprego e enlameia o nome do Brasil no exterior.

Para nós, brasileiros, nos resta aguardar o exorcismo no Palácio do Planalto que deve ser habilitado pelo Congresso e sacramentado pelo Senado. Pois nós já fizemos nossa parte e repudiamos em alto e bom som quem nos assombra.

Paulo Carvalho é membro da Juventude Democratas do Estado do Rio de Janeiro