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daniel lima

Trocar o pneu com o carro em movimento. Assumir o comando de um avião em turbulência, quando copiloto, após a saída abrupta do comandante da cabine. Nessa comparação, de uma comandante inepta, afastada por tentar derrubar um avião chamado Brasil. O vice-presidente assumiu o comando. Interino, após o afastamento de Dilma Rousseff ser confirmado pelo Senado Federal, que processa e julga o crime de responsabilidade. Até o julgamento final sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF.

Temer teve que compor um gabinete de Governo em poucos dias, mesmo com a clara tendência de vitória do impeachment. Foi na base da pressão a construção da nova coalizão no parlamento. Eis o novo governo em ação. Constituído por forças políticas dos mais variados matizes ideológicos. Do PMDB, partido do presidente, passando pelo Democratas e PSDB, as duas maiores forças opositoras desde o primeiro mandato do ex-presidente e provável alvo de prisão da Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse mesmo arco de partidos o famigerado centrão (PR, PP, PSD, PRB e mais outros). Essa composição garantiu vitórias folgadas ao Novo Governo e deve assegurar uma estabilidade apesar de alguns ruídos.

Destaque para o DEM no governo após anos fora do poder central, assumindo a pasta da Educação com o deputado federal Mendonça Filho, importante peça no tabuleiro político nacional. E para o PSDB, com o senador José Serra, ministro das Relações Exteriores. Nosso chanceler com ares de política de Estado. Pragmática nos movimentos.

Serra manteve encontros importantes. Entre eles com Maurício Macri, da Argentina, num recado claro para o Mercosul, até então silente com os desmandos de Nicolás Maduro na Venezuela.

Internamente o país respira novos ares, apesar das turbulências e das quedas de ministros enrolados em conversas para atrapalhar a Lava Jato. Ninguém segura essa força tarefa de combate à corrupção. Isso é ponto consensual na análise política. O Brasil que foi às ruas pelo impeachment de Dilma Rousseff é o mesmo país que não tolera mais a corrupção. A imprensa livre seguirá cumprindo seu papel de fiscalização. Para a nossa sorte. Espero novas delações premiadas.

As respostas positivas do mercado, quando das medidas anunciadas pela nova equipe econômica, reforçam o lastro político do presidente Temer. Seus fantasmas ainda estão no mesmo barco chamado PMDB. E as pragas rogadas pelos petistas do núcleo de apoio a Dilma Rousseff, que torcem para tudo dar errado. Uma minoria barulhenta que ainda consegue arregimentar bases sociais, irrigadas com dinheiro público guardado, vale ressaltar, inconformadas com o impedimento e com os cortes de gastos. Alguns imorais com blogs e periódicos aliados ao PT.

Michel Temer precisa ter coragem de Estadista, sangue frio para aguentar provocações e o pulso firme para conduzir o país até o final do mandato. Deixando como legado o início da estabilização e a retomada do crescimento. E com a colaboração para um futuro de governança mais austera e eficiente. Em ano de eleições municipais, com Olimpíadas no meio, talvez o calendário favoreça o andar do governo.

Contudo, não devemos deixar que as investigações de crimes de corrupção, envolvendo gente poderosa, possa ser freada por quem quer que seja. Assim como os jovens dos movimentos de rua, a Juventude do Democratas estará pronta para ir às ruas em defesa de uma agenda que tem o Brasil como prioridade única. Que Deus abençoe a Terra de Santa Cruz e livre nosso país, assim como todo o mundo, do maldito socialismo/comunismo do século XXI, travestido como algo progressista, mas de fato populista. De certo mesmo é um legado corrupto e nocivo à economia e à moral das nações.

Precisamos de menos governo e mais eficiência para enfrentar os desafios enfrentados no cotidiano.

Corrupção, desemprego, segurança pública ineficiente, educação precária e uma verdadeira inversão de valores que levam as famílias a desesperança. É preciso um câmbio urgente. Um novo olhar! Que o presidente Michel Temer, assim como outros líderes em situações distintas, possam colocar os interesses nacionais acima de tudo!

Daniel Lima é Vice-Presidente Nacional da Juventude Democratas e Presidente da Juventude Democratas de João Pessoa-PB.