Artigos

O protagonismo do Democratas e a sintonia com o sentimento de mudança no Brasil, por Luiz Eduardo Romano

As eleições de 2018 revelaram o verdadeiro sentimento da maioria da população no que diz respeito a atividade política. O altíssimo índice de renovação nos cargos eletivos fez com que diversas figuras de dimensões ora gigantescas nos corredores do poder viessem a amargar o sabor da derrota eleitoral após o findar da apuração das urnas eletrônicas.

O partido Democratas obteve o décimo lugar no cômputo geral de votos na disputa para as vagas na Câmara Federal e um quinto para os cargos de Senador da República no último prélio. Consciente do seu papel de catalizador das volições sociais, o DEM apostou na compreensão do que a sociedade brasileira clamava (e exige) para os próximos anos dos seus legítimos representantes.

Renovação, competência, capacidade de diálogo e disposição para enfrentar os desafios inerentes ao futuro da pátria brasileira estão entre as exigências a ser duramente cobradas e fiscalizadas pelos mais diversos setores da sociedade civil em relação aos políticos, em especial aos congressistas, esses responsáveis pela elaboração das propostas legislativas que nortearão os destinos do nosso país.

A partir destas diretrizes, o Democratas ofereceu ao país dois nomes para conduzir as casas que compõem o Congresso Nacional. Tratam-se de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos eleitos, respectivamente, em primeiro turno, para a Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Maia foi reeleito através dos votos de membros da direita, do centro e da esquerda, em virtude da sua capacidade de agregar as mais diversas vertentes políticas, fruto da construção democrática que foi estabelecida ao longo do período em que esteve à frente da casa e do seu compromisso para com o futuro do Brasil, com a promessa de pautar e discutir as reformas essenciais para a retomada do crescimento nacional.

Já Davi Alcolumbre foi o principal protagonista na guinada às vozes das ruas feita pela Casa da Federação. Após episódios lastimáveis que envergonharam a principal instituição legislativa brasileira, eis que o jovem democrata, com o apoio de 42 representantes senatoriais, rompe a hegemonia de anos do MDB na liderança senatorial, cujo candidato, o alagoano Renan Calheiros, renunciou à candidatura antes do término do escrutínio.

Depreende-se que o DEM, ao liderar a Câmara e o Senado, passa a ser o principal partido na condução de pautas que interessam a toda sociedade. A responsabilidade da agremiação se engrandece, razão pela qual deve estar atenta às diretrizes ecoadas pelo tecido populacional no que tange ao processo de reconstrução do país, com o escopo de retirá-lo da crise e fazer com que ele se desenvolva, gere emprego e fomente renda para todos os brasileiros.

Mesmo com o brilhante êxito nas disputas ocorridas no interior do legislativo nacional, não podemos esquecer dos espaços conquistados pela legenda ao longo da Esplanada dos Ministérios. Tereza Cristina (Agricultura), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foram escolhidos pelo atual Presidente da República para auxiliá-lo na condução do poder executivo, tendo como objetivo a construção de políticas públicas eficientes e acessíveis às 200 milhões de pessoas que habitam em nosso território verde e amarelo.

O partido que outrora foi rotulado para ser extirpado da vida pública por uma liderança política adversária colhe os frutos de sua coerência ao longo do tempo, da manutenção dos seus valores, da estrita observância ao seu ideário e do compromisso para com os interesses maiores do povo. O Democratas cresceu de maneira exponencial a partir do encontro da agremiação às demandas clamadas na ágora popular.

Incumbe ao DEM, agora, sob a condução do Presidente ACM Neto, o mais bem avaliado prefeito do país, traçar metas para se renovar internamente, enrijecendo a democracia no interior da legenda, nos espaços de decisão, no diálogo incessante com a sua militância e, principalmente, na formação de novos quadros para a vida pública. Dessa forma, não restarão dúvidas quanto ao protagonismo do Democratas no mecanismo de renovação política e na conexão direta com os cidadãos do nosso amado Brasil.

Luiz Eduardo Romano é Vice-presidente da Juventude Democratas da Bahia.