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Primeiramente, Lula na Cadeia!; por Bruno Alves

Por unanimidade os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram favoráveis à manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ampliaram a pena de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro para 12 anos e 1 mês.

A defesa do Partido dos trabalhadores insiste em afirmar que o julgamento é político e que não há provas contra o ex-presidente. Dizem defender a democracia, o que nunca ocorreu de fato, mas atacam as instituições brasileiras, em especial, o Poder Judiciário constituído às luzes da Constituição de 1988.

O comportamento do Partido dos Trabalhadores não é surpreendente, a sua história está marcada por condutas antidemocráticas e autoritárias. Podemos nos limitar em três passagens: O PT foi contrário à redemocratização do país, processo de transição política que levou ao fim os regimes ditatoriais. Votou contra a Constituição de 1988, carta magna do país. Contrário ao Plano Real que combateu a hiperinflação, devolveu a estabilidade econômica e permitiu avanços sociais no país.

Diante dos exemplos acima citados fica claro que o PT nunca caminhou com a democracia, assim como, jamais respeitou as instituições brasileiras. Existem dois tipos de indivíduos que acreditam que o PT defende democracia e que Lula é honesto: os ingênuos e os soldados do bolivarianismo. O segundo tem aversão ao Estado democrático de direito. O primeiro se deixou levar pelo discurso fácil de um almoço grátis que não existe.

Há provas suficientes para colocar o ex-presidente Lula atrás das grades, todos sabem disso. A estratégia da defesa, tendo em vista que o acumulo probatório é irrefutável, é repetir como um mantra que o julgamento é político. O que não é verdade. Esse é o desejo dos petistas, pois seria a única forma da absolvição ser alcançada.

Entre os delírios preferidos dos defensores do ex-presidente é que o julgamento é a continuidade de um golpe para afastar o réu do processo eleitoral. Outra fantasia coletiva. A inviabilidade no processo eleitoral é consequência, não origem. Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sendo assim, deixou de ser ficha limpa.

A Lei da Ficha Limpa é fruto de uma inciativa popular, participação que tanto a esquerda diz defender, que reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas, mas que agora está sendo questionada. Só para relembrar: foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que sancionou, sem vetos, a Lei Complementar nº 135, no dia 4 de junho de 2010.

A condenação do ex-presidente, e consequentemente sua prisão, será uma mensagem clara de que ninguém está acima da lei e que o crime não compensa. A corrupção é uma das grandes mazelas desse país e nós precisamos cultivar a cultura da tolerância zero, não a indignação seletiva.

Por fim, mas não menos importante, ressalto, o rigor com a aplicação da lei deve ser aplicado para qualquer indivíduo, independente de questões econômicas, sociais e preferencias políticas e partidárias.

Bruno Alves é Secretário Geral da Juventude Democratas Brasil