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Qual a dúvida?; por Bruno Alves

Há 19 anos atrás o Brasil acompanhou estarrecido o desfecho do sequestro do ônibus 174 no mesmo Rio de Janeiro. Após mais de 4 horas de negociação o sequestro terminou da pior forma possível: na ação, a refém e professora Geiza Gonçalves foi baleada e morreu. O sequestrador Sandro Barbosa foi colocado em um carro da polícia, mas chegou morto ao hospital.

A esquerda sempre do lado errado da história resolveu criticar a ação da polícia, que de fato foi desastrosa, e defender a vítima da sociciedade, o sequestrador. A professora foi esquecida e sua morte foi observada como fruto de um sistema que criou o seu sequestrador. Não teve filme nem documentário para contar a sua história de vida, de luta e defesa da educação.

É essa troca de valores, é essa defesa torpe dos criminosos, que elevaram negativamente todos os índices de segurança pública durante as gestões Lula e Dilma (PT). Não é por acaso que a pauta da segurança pública foi destaque nas últimas eleições e continuam sendo protagonistas.

Eu não sou adeptos dos extremos e não aposto nesse segmento, seja de esquerda ou de direita, para buscar espaços políticos, curtidas ou compartilhamentos. Os desafios que o país, a Bahia e Salvador precisam enfrentar não serão encarados pelas bolhas do extremismo. É preciso diálogo, consenso e definição de prioridades para o país sair da crise, inclusive a crise na segurança pública.

Por fim, o objetivo das ações policiais deve ser proteger o cidadão de bem que está tendo diariamente sua liberdade cerceada, preso em suas residências e andando com medo nas ruas das cidades brasileiras. Desta forma, não há o que se discutir: a ação foi efetiva em proteger os 37 passageiros, feitos de reféns, que estavam sequestrados no ônibus.

Bruno Alves é Secretário Nacional da Juventude Democratas