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Somos todos Venezuela, por Daniel Lima

O cenário político da Venezuela é extremamente preocupante. No poder, encastelado com braços armados e uma Guarda Nacional Bolivariana truculenta e covarde, Nicolás Maduro segue oprimindo o seu próprio povo. A população saiu às ruas neste 19 de Abril de 2017 e segue disposta a lutar até o fim por liberdade e democracia.

Após a morte de Hugo Chávez, líder carismático que vendeu uma falsa prosperidade graças ao petróleo venezuelano, controlado e negociado pela estatal PDVSA, as “bombas de efeito retardado” começaram a pipocar. A herança deixada e vista às claras pela comunidade internacional é o fracasso econômico e social. Tendo como resultado a disparada da violência e um desgoverno corrupto em ação, com figuras do naipe de Diosdado Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional e do vice-presidente da República Tareck El Aissami, na lista de procurados dos EUA por tráfico de drogas.

Para nós brasileiros, vale recordar que Lula foi uma espécie de fiador desse regime perante à comunidade internacional. Notadamente pela influência que ele exerceu na região durante seu governo e nos bastidores do mandato de Dilma Rousseff. Lula e o PT tem laços ideológicos com a ditadura de Maduro, a partir do Governo Chávez. Pelas revelações de Emílio Odebrecht em delação premiada, Lula e Chávez tinham uma afinidade além da ideologia. Eram parceiros de assalto aos cofres públicos, como no esquema de propina no metrô de Caracas, por exemplo. Num compadrio sujo que levou o ex-presidente da República Federativa do Brasil a pedir votos na TV (Lula pide votos para Maduro) para o ditador Maduro, responsável pela morte de inocentes, através da sua guarda de milicianos armados. Vemos diariamente os horrores pela imprensa internacional e através de líderes políticos de oposição: Henrique Capriles, Lilian Tintori (esposa do preso político Leopoldo López), Julio Borges, Maria Corina Machado, Henry Allup dentre outros. O jornalista cubano Yusnaby Pérez tem feito uma cobertura ostensiva no Instagram e Facebook.

Nós da Juventude do Brasil devemos estar atentos. Até porque esse braço de poder corrupto e despótico ainda agoniza na América Latina e deseja apenas uma trégua para voltar ao poder no Brasil e na Argentina, por exemplo. Talvez com um discurso novo. O populismo tem várias facetas e precisa ser desmontado sempre!

Acabei de ler um artigo de Eduardo Rengifo, publicado no site Diário Político para a América Latina. Conheci Rengifo no México, assim como outro amigo venezuelano, Juan Galindez. Em meados de 2015 em Cuernavca, Estado de Morelos, fundamos a Red Humanista por Latinoamérica. Seguimos em cooperação e unidade. No artigo intitulado “CON ‘V’ DE VALIENTE” ele deu um testemunho da situação no país vizinho. Destaco o trecho inicial do texto: “Luego de este 19 de abril con el pueblo en la calle, Venezuela debe continuar buscando su futuro, para “rescatar la sonrisa y construir la democracia”.

Que os nossos irmãos venezuelanos tenham forças para resistir. Não espero ler mais notícias de fome, saques e opressão de opositores e censura à imprensa livre. Muito menos de assassinatos, como o da jovem Paola Ramirez de apenas 23 anos. E de outros que saíram para as ruas armados apenas com o ideal de liberdade.

Como disse Eduardo: Que a Venezuela siga buscando seu futuro, para resgatar o sorriso e construir a democracia. E que nós brasileiros possamos fazer eco junto com outros países, para que os organismos internacionais de direitos humanos possam buscar uma saída que consiga amenizar tanto sofrimento. Deixar o povo votar seria o início de novos tempos para a Venezuela.

Que Dios bendiga el pueblo venezolano!
Que Deus abençoe a América Latina!

Daniel Lima é Vice-Presidente Nacional da Juventude Democratas